Debts and Dues

Eu já disse e fiz coisas. Disse e fiz coisas minha vida inteira. Tentei pensar em tudo antes, mas nem sempre cumpri com a promessa feita à mim mesmo. Sempre reagi bem sobre pressão, nunca me faltaram as frases feitas. Mas não importa o quanto eu pense, não consigo. Não posso achar as palavras que ela quer que eu diga. Parece falso e forçado. Artificial e aleatório. As palavras não clicam juntas. Saem engasgadas. Não consigo escrever o que ela quer ler por que eu não sei o que ela quer ler. No fundo do meu coração eu sempre soube que eu nunca me conheci o bastante pra dizer até mesmo o que eu queria ouvir.

Desculpe sei que estou um pouco atrasado, mas acho que ainda dá tempo. Não sei se adiantaria dizer que você é tudo aquilo que me falta. Meu discernimento já não é o mesmo e meu julgamento parece meio fora. Não sei se estou pronto para a falta que você vai me fazer nesta semana, mas eu tenho certeza que não tenho certeza de nada, nem mais da passagem do tempo. Dias ou anos? Horas ou meses? Sístole ou diástole? Seria bom que seu coração tivesse espaço para dois, eu e você, o meu já não mais me pertence. Se eu te devo algo, devo muito mais do que palavras. Devo-te no mínimo o respeito necessário para não dizer besteiras e nem dividir fantasias mirabolantes. Devo-te no mínimo o desejo inexorável de acordar ao teu lado e dormir nas tuas mechas. Devo pelo menos abrir mão de tudo o que me faz eu para me tornar teu e somente existir nos teus olhos. Por que eu te amo. E só.

1 comentários:

Mayara Teixeira disse...

Não é tarde.