A primeira vez que a vi, ela virou as costas. Na segunda vez que a vi, disse "oi" mas não pude ouvir uma palavra do que eu disse pois surdo fiquei com o som de seu sorriso. Pois o sorriso dela tem um som peculiar e muito cristalino dentre todos os sorrisos do universo. Algo como o que você gostaria de ouvir num domingo de manhã. Na terceira vez que eu a vi, estava muito ocupado prometendo-a o mundo para realmente perceber que era só a terceira vez que a via. E na quarta vez que eu a vi, ela me prometeu o mundo enquanto tudo o que eu queria sentava na minha frente.
Por nove dias não ouve um amanhecer. Nove noites de vinte e poucas horas. Hoje a luz tímida entrou pelo quarto escuro que era minha percepção de tempo. Um raio de sol.

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